Bem, eu não sou destas coisas mas vou só fazer uma referência rápida ao jumento, para mim, uns dos melhores blogues que encontrei (até hj!)
http://jumento.blogspot.com
Fica a nota.
Monday, September 3, 2007
Caso Somague?
Bem, confesso que não tenho andado assim tão atento à realidade nacional, embora me tenham afiançado que depois do Dr. Oliveira Salazar ter sido eleito o melhor português, de uma miuda inglesa ter desaparecido e ainda não ter sido encontrada (apesar do brilhantismo da polícia portuguesa- acreditem que é bem complicado encontrar impressões digitais depois de uma casa ter sido arrendada durante 3 meses!) e de alguém constatar que o nosso regime democrático era muito similar ao do Zimbabwe, nada de especial tem acontecido no nosso cantinho plantado à beira mar.
Estava eu na minha habitual incursão pelos jornais desportivos para acompanhar os sucessos e incessos do Liedson e companhia, quando, em busca de uma segunda opinião para a fraca exibição dos meninos a jogar em casa contra 10, me deparo com esta expressão: "Caso Somague".
Bem, não fazia ideia do que se tratava, mas como é óbvio a palavra caso aguçou-me a curiosidade e deu-me logo a noção de que algo importante se passava! Tudo o que vejo precedido da palavra caso nas notícias dá sempre galho e é coisa para aparecer nos 4 canais durante meses a fio: Caso Apito Dourado, Caso Casa Pia, Caso Maddie e como é óbvio o Caso Mateus.
Preparo-me para uma leitura cuidada de forma a não me basear em informação enviesada, no entanto, uma interessante reportagem de 2 horas no Animal Planet sobre a vida dos guaxinins no Sul do Canadá, não me deixou concentrar nestas questões de somenos importância.
Vou então de qualquer forma deixar a minha opinião sobre este caso que anda a "agitar a opinião pública" europeia, ou vá apenas 2 eurodeputados dos verdes (é quase a mesma coisa!).
Epá, como não consegui encontrar o "caso Somague explicado para tótós", vou tirar as minhas ilações de uma ou duas notícias que vi.
Facto 1- Os srs. da Somague generosamente, e sem quaisquer contrapartidas doaram 233 mil e tal euros a uma necessitada associação partidária.
Facto 2- Valor não foi declarado fiscalmente, existindo fraude fiscal, e como tal havendo lugar a pagamento da dívida fiscal.
Facto 3- Valor da dívida fiscal pago pela Somague
Facto 4 - Caso arquivado.
Sim sr, o que eu digo é que em vez de pagar a dívida fiscal resultante desta "doação", os srs. da Somague deveriam levar esta factura a resultados, e recolher o devido benefício da mesma, como se de qualquer doação se tratasse.
Bem, mas vejamos.
Não percebo o facto do financiamento não ter sido declarado. Apenas para evitar o pagamento ao fisco? Parece-me pouco.
Então, no intervalo do programa, enquanto um rápido e trepador guaxinim trepa uma secular árvore e prende a minha respiração, investigo um pouco mais sobre esta estória dos financiamentos.
Parece que segundo a lei dos financiamentos, são permitidas doações de pessoas colectivas até 100 salários mínimos, ou seja à volta de 40,000 euros, apenas um pouco abaixo dos tais 233,000 euros.
Hum, ok, mas então tudo bem, há aqui uma pequena transgressão. Mas alarido europeu?
Penso mais um pouco. Será questão moral? Naa, isto devem ser estes meus pensamentos progressistas fruto da influência de agora viver numa das mais antigas democracias do mundo.
Hum, e o que dizer do actual presidente da comissão europeia, ex- presidente do PSD a dizer que desconhece um financiamento de quase 1/4 de milhão de euros?
Quase parece a estória do marido que chega a casa e nada suspeita do facto, a sua mulher, doméstica de profissão, ter comprado um novo colar de pérolas.
Que dizer de alguém de alguém que se escuda num regime legal para sacudir a água do capote?
Pouco faltará para ouvirmos, se as negociações com os países do GCC falharem para o Trade Agreement "Isso são coisas do Mandelson, não tenho nada a ver, não tenho culpa que seja mau nas contas de cabeça".
Belo exemplo em presidência portuguesa...
Estava eu na minha habitual incursão pelos jornais desportivos para acompanhar os sucessos e incessos do Liedson e companhia, quando, em busca de uma segunda opinião para a fraca exibição dos meninos a jogar em casa contra 10, me deparo com esta expressão: "Caso Somague".
Bem, não fazia ideia do que se tratava, mas como é óbvio a palavra caso aguçou-me a curiosidade e deu-me logo a noção de que algo importante se passava! Tudo o que vejo precedido da palavra caso nas notícias dá sempre galho e é coisa para aparecer nos 4 canais durante meses a fio: Caso Apito Dourado, Caso Casa Pia, Caso Maddie e como é óbvio o Caso Mateus.
Preparo-me para uma leitura cuidada de forma a não me basear em informação enviesada, no entanto, uma interessante reportagem de 2 horas no Animal Planet sobre a vida dos guaxinins no Sul do Canadá, não me deixou concentrar nestas questões de somenos importância.
Vou então de qualquer forma deixar a minha opinião sobre este caso que anda a "agitar a opinião pública" europeia, ou vá apenas 2 eurodeputados dos verdes (é quase a mesma coisa!).
Epá, como não consegui encontrar o "caso Somague explicado para tótós", vou tirar as minhas ilações de uma ou duas notícias que vi.
Facto 1- Os srs. da Somague generosamente, e sem quaisquer contrapartidas doaram 233 mil e tal euros a uma necessitada associação partidária.
Facto 2- Valor não foi declarado fiscalmente, existindo fraude fiscal, e como tal havendo lugar a pagamento da dívida fiscal.
Facto 3- Valor da dívida fiscal pago pela Somague
Facto 4 - Caso arquivado.
Sim sr, o que eu digo é que em vez de pagar a dívida fiscal resultante desta "doação", os srs. da Somague deveriam levar esta factura a resultados, e recolher o devido benefício da mesma, como se de qualquer doação se tratasse.
Bem, mas vejamos.
Não percebo o facto do financiamento não ter sido declarado. Apenas para evitar o pagamento ao fisco? Parece-me pouco.
Então, no intervalo do programa, enquanto um rápido e trepador guaxinim trepa uma secular árvore e prende a minha respiração, investigo um pouco mais sobre esta estória dos financiamentos.
Parece que segundo a lei dos financiamentos, são permitidas doações de pessoas colectivas até 100 salários mínimos, ou seja à volta de 40,000 euros, apenas um pouco abaixo dos tais 233,000 euros.
Hum, ok, mas então tudo bem, há aqui uma pequena transgressão. Mas alarido europeu?
Penso mais um pouco. Será questão moral? Naa, isto devem ser estes meus pensamentos progressistas fruto da influência de agora viver numa das mais antigas democracias do mundo.
Hum, e o que dizer do actual presidente da comissão europeia, ex- presidente do PSD a dizer que desconhece um financiamento de quase 1/4 de milhão de euros?
Quase parece a estória do marido que chega a casa e nada suspeita do facto, a sua mulher, doméstica de profissão, ter comprado um novo colar de pérolas.
Que dizer de alguém de alguém que se escuda num regime legal para sacudir a água do capote?
Pouco faltará para ouvirmos, se as negociações com os países do GCC falharem para o Trade Agreement "Isso são coisas do Mandelson, não tenho nada a ver, não tenho culpa que seja mau nas contas de cabeça".
Belo exemplo em presidência portuguesa...
Friday, August 31, 2007
Dubai ->Nacionalidade=Salário
Bem, é oficial, nos Emiratos, nacionalidade=salário, senão vejam esta notícia http://www.gulfnews.com/nation/Employment/10150408.html. Bem digamos que posso esperar sentado, que a nossa inexistente presença consular negoceie salários mínimos para portugueses.
Para vocês perceberem bem, vou estruturar e quantificar aquilo que me foi explicado pouco tempo depois de chegar ao Dubai. Em Portugal, tal como na maioria dos países, os salários variam por sector, por empresa e posição na hierarquia de cada empresa. No Dubai há uma nova variável, nacionalidade.
Imaginemos o sr. Y. Digamos que este senhor tem um curso de economia, 24 anos, e uns biceps de sonho. Alguém que as meninas conheçam? Vá, pronto, isto é apenas hipotético!
Bem então agora vou apresentar os valores médios que, o senhor Y, dependendo da nacionalidade, pode esperar:
Filipino-4,000-6,000 dirhams
Paquistanês- 5,000-7,000 dirhams
Sírio- 6,000-8000 dirhams (embora posterior possam fazer uma fortuna- mt business minded)
Egípcio- 4,000-6,000 dirhams
Sul Africano- 7,000-9,000 dirhams
Indiano- 6,000-8,000 dirhams
Inglês- 15,000-17,000 dirhams
Europa Mediterranea (vá, vamos incluir Portugal) 12,000-14,000 dirhams
Europa de Norte- 14,000-16,000 dirhams
Americanos- 15,000-17,000 dirhams
Local- u don't want to know...
Há dois factores que são cruciais para este facto. O primeiro é a eficiência por nacionalidade percebida por parte dos empregadores, a segunda é que é possível segregar por nacionalidades o salário/disponibilidade para trabalhar, pois na negociação um filipino irá aceitar uma oferta menor que um europeu.
Para ser Vamos fazer também uma ressalva, estes valores médio, e o facto de todos terem alguma noção dos mesmos faz com esta realidade seja uma self furfilling prophecy...
Para vocês perceberem bem, vou estruturar e quantificar aquilo que me foi explicado pouco tempo depois de chegar ao Dubai. Em Portugal, tal como na maioria dos países, os salários variam por sector, por empresa e posição na hierarquia de cada empresa. No Dubai há uma nova variável, nacionalidade.
Imaginemos o sr. Y. Digamos que este senhor tem um curso de economia, 24 anos, e uns biceps de sonho. Alguém que as meninas conheçam? Vá, pronto, isto é apenas hipotético!
Bem então agora vou apresentar os valores médios que, o senhor Y, dependendo da nacionalidade, pode esperar:
Filipino-4,000-6,000 dirhams
Paquistanês- 5,000-7,000 dirhams
Sírio- 6,000-8000 dirhams (embora posterior possam fazer uma fortuna- mt business minded)
Egípcio- 4,000-6,000 dirhams
Sul Africano- 7,000-9,000 dirhams
Indiano- 6,000-8,000 dirhams
Inglês- 15,000-17,000 dirhams
Europa Mediterranea (vá, vamos incluir Portugal) 12,000-14,000 dirhams
Europa de Norte- 14,000-16,000 dirhams
Americanos- 15,000-17,000 dirhams
Local- u don't want to know...
Há dois factores que são cruciais para este facto. O primeiro é a eficiência por nacionalidade percebida por parte dos empregadores, a segunda é que é possível segregar por nacionalidades o salário/disponibilidade para trabalhar, pois na negociação um filipino irá aceitar uma oferta menor que um europeu.
Para ser Vamos fazer também uma ressalva, estes valores médio, e o facto de todos terem alguma noção dos mesmos faz com esta realidade seja uma self furfilling prophecy...
O Regresso
Depois de 2 meses e meio de paragem cá estou eu a dar notícias do médio oriente, quer dizer, do dubai. Aposto que estão a perguntar-se o tenho andado a fazer estes dias, ou então não.
Pois a altura do verão aqui no Dubai, é um autêntico mimo! Quem já esteve na Amareleja ao meio dia num dia de verão, e estava um dia com uma humidade estranha, sabe do que estou a falar! Mas pronto, este ano até nem tem sido dos piores segundo tenho ouvido!
Então o que é que se faz quando não se pode fazer qualquer actividade ao ar livre? Engorda-se 10 kg, se não se for ao ginásio, (sim, preparem-se meninas); consegue-se finalmente adiantar o livro Riqueza e Probreza das Nações e chegar à página 12; Melhora-se bastante o jogo de air soft; continua-se a ser um perdedor nos matrecos; cria-se um estilo de jogo diferente no bowling; ganha-se o primeiro jogo de snooker; e aprende-se a tolerar a cultura de centro comercial.
Mas nem tudo é mau, tenho a confessar que a vida nocturna continua a ser genial. Imaginem como se todos as discotecas e bares (retirando os irish pubs) estivessem a fazer uma festa para a revista caras, sem qualquer membro dos ex-Excesso.
Pois a altura do verão aqui no Dubai, é um autêntico mimo! Quem já esteve na Amareleja ao meio dia num dia de verão, e estava um dia com uma humidade estranha, sabe do que estou a falar! Mas pronto, este ano até nem tem sido dos piores segundo tenho ouvido!
Então o que é que se faz quando não se pode fazer qualquer actividade ao ar livre? Engorda-se 10 kg, se não se for ao ginásio, (sim, preparem-se meninas); consegue-se finalmente adiantar o livro Riqueza e Probreza das Nações e chegar à página 12; Melhora-se bastante o jogo de air soft; continua-se a ser um perdedor nos matrecos; cria-se um estilo de jogo diferente no bowling; ganha-se o primeiro jogo de snooker; e aprende-se a tolerar a cultura de centro comercial.
Mas nem tudo é mau, tenho a confessar que a vida nocturna continua a ser genial. Imaginem como se todos as discotecas e bares (retirando os irish pubs) estivessem a fazer uma festa para a revista caras, sem qualquer membro dos ex-Excesso.
Sunday, July 29, 2007
Friday, June 15, 2007
Glossário (4)
Vou continuar com o meu glossário de nacionalidades, só para fazer um pequeno parentesis sobre os libaneses.
Vou individualizar os libaneses dos outros povos árabes especialmente pelos "pintas" libaneses.
Imaginem a uma nação cheia de Zézés Camarinha, com o inglês igualmente sofrível, embora desta vez saibam falar francês. Dengosos com as meninas, excessivamente cavalheiros (do género de abrir a porta do carro) e normalmente com um pouco de pelo facial não identificado, têm curiosamente, à parte destas características, grande similaridades com os portugueses.
Agora imaginem isto tudo com sapatilhas brancas, cabelo com gel e patilhas à Vitor Baía.
Também a nível geográfico têm semelhanças com os tugas e a sua Espanha chama-se Siria.
Os Sirios são também chatos como os espanhóis, mas para além do domínio económico têm igualmente o irritante hábito de financiar movimentos terroristas e serem a máfia dominante no Libano.
Vou individualizar os libaneses dos outros povos árabes especialmente pelos "pintas" libaneses.
Imaginem a uma nação cheia de Zézés Camarinha, com o inglês igualmente sofrível, embora desta vez saibam falar francês. Dengosos com as meninas, excessivamente cavalheiros (do género de abrir a porta do carro) e normalmente com um pouco de pelo facial não identificado, têm curiosamente, à parte destas características, grande similaridades com os portugueses.
Agora imaginem isto tudo com sapatilhas brancas, cabelo com gel e patilhas à Vitor Baía.
Também a nível geográfico têm semelhanças com os tugas e a sua Espanha chama-se Siria.
Os Sirios são também chatos como os espanhóis, mas para além do domínio económico têm igualmente o irritante hábito de financiar movimentos terroristas e serem a máfia dominante no Libano.
Anedotas
Haverá coisa mais irritante do que ter um chefe que sabe (pensa que sabe) contar anedotas? Pensava que era um exclusivo tuga, mas vejo que não...
Por exemplo aqui no Dubai, apenas acho que antes de proibir o skype ou hi5, deveriam ter sido proibidos os sites de anedotas. Claramente aquando do concílio da censura e os srs. Mohammads estavam a deliberar o que censurar, o efeito da externalidade não foi tido em conta de certeza absoluta! Haverá coisa mais confrangedora que aqueles segundos após uma anedota sobre o "um emirati, um inglês e um libanês" (o libanês é o português das anedotas pejorativas), quando o teu chefe se está a rir a "bandeiras despregadas" (adoro esta expressão), e tu tens que fazer aquele sorriso amarelo, fruto de anos de experiência de jantaradas em casas de amigos dos teus pais.
Apelo ao fim das anedotas! Por isso, já sabem, quando voltarmos à censura em Portugal, cá está a minha primeira proposta: eliminar todos os sites de anedotas! Ah e também a secção de "Piadas de caserna" da revista das Selecções do Readers Digest. (Desculpa Titi)
Por exemplo aqui no Dubai, apenas acho que antes de proibir o skype ou hi5, deveriam ter sido proibidos os sites de anedotas. Claramente aquando do concílio da censura e os srs. Mohammads estavam a deliberar o que censurar, o efeito da externalidade não foi tido em conta de certeza absoluta! Haverá coisa mais confrangedora que aqueles segundos após uma anedota sobre o "um emirati, um inglês e um libanês" (o libanês é o português das anedotas pejorativas), quando o teu chefe se está a rir a "bandeiras despregadas" (adoro esta expressão), e tu tens que fazer aquele sorriso amarelo, fruto de anos de experiência de jantaradas em casas de amigos dos teus pais.
Apelo ao fim das anedotas! Por isso, já sabem, quando voltarmos à censura em Portugal, cá está a minha primeira proposta: eliminar todos os sites de anedotas! Ah e também a secção de "Piadas de caserna" da revista das Selecções do Readers Digest. (Desculpa Titi)
Subscribe to:
Posts (Atom)